Open Banking

2ª fase do Open Banking: desafios e oportunidades

A 2ª fase de implementação do Open Banking começa no dia 15 de julho. A partir desse momento, os consumidores terão controle sobre seus dados - como informações cadastrais, transações em conta e até operações de crédito -, e poderão compartilhá-los com as instituições de sua preferência se e quando quiserem.

 

Mas, na prática, o que isso significa para as empresas? Quais são os desafios e oportunidades por trás do sistema financeiro aberto? Para responder essas e outras questões, realizamos um webinar com lideranças da Quanto que acompanham de perto os trabalhos da estrutura de governança do Open Banking no Brasil. 

 

O objetivo do evento foi mostrar um pouco dos bastidores da implementação do Open Banking no Brasil e o racional que orienta as decisões do Banco Central sobre as diretrizes de funcionamento do sistema financeiro aberto.

Confira alguns destaques do webinar e assista o evento na íntegra no fim deste post. Caso tenha interesse em participar dos nossos próximos eventos, siga a página da Quanto no LinkedIn.

 

Impactos esperados na 2ª fase do Open Banking

 

“Antes de entrar nisso, é sempre importante lembrar que Open Banking é uma agenda de inovação que fomenta a concorrência e a cidadania financeira. O objetivo é ter o cidadão no controle de como os dados dele serão usados. 

 

“Quando a fase 2 entrar no ar será um marco. Trata-se da porta de entrada do consumidor no Open Banking. Será possível compartilhar dados cadastrais e dados transacionais. Mas o que isso significa? Que precisaremos medir quantas pessoas vão aderir, quantas permissões ativas teremos e como vai ser esse tráfego entre as APIs - que são as portas de entrada, saída e conexão entre as instituições que fazem parte do Open Banking. 

 

“Esse é o grande impacto, essa padronização e governança sobre o fluxo de dados".

 

Trecho de uma fala de Alexandre Ferreira, do time de Políticas Públicas da Quanto. 

 

Aplicação bem-sucedida do Open Banking


“Eu colocaria duas perspectivas aqui. Temos o ponto de vista dos transmissores, que precisarão ter uma certificação obrigatória para a implementação estar em conformidade com o que é necessário. Isso é fundamental para um ecossistema saudável. A outra perspetiva é do ponto de vista do receptor. Afinal, o  Open Banking estará disponível, mas a questão é: a pessoa realmente entrou no fluxo? Ela confia, do ponto de vista de segurança, de que aquilo vai funcionar? Então, acho que a conversão aqui é fundamental.

“No final, teremos um dashboard centralizado que vai mostrar tudo isso, todas essas métricas, de forma simples e para qualquer pessoa que queira acessar as informações. Dará para ver quais instituições estão mandando e recebendo dados e, assim, conseguiremos ver claramente se o ecossistema está funcionando. Ou seja, o sucesso será atrelado ao cliente que, realmente, conseguir compartilhar seus dados”.

 

Trecho de uma fala de Nic Marcondes, do time de Estratégia da Quanto.


Consentimento e privacidade das pessoas no Open Banking

 

“Na 2ª fase, quando começa o compartilhamento de dados cadastrais e transações de clientes -  que podem envolver pessoas físicas -, é importante relacionar as regulações que são aplicáveis e não somente olhar o que o Banco Central tem dito. No próprio manual do Open Banking, o BC cita a LGPD - ela deve ser aplicada -, mas não explica como ela funcionará dentro do Open Banking. 

 

“Nos grupos de trabalho (da estrutura de governança do Open Banking no Brasil), a gente fala muito sobre a jornada do compartilhamento de dados. Na primeira etapa, temos o consentimento. E para fim de obtenção deste consentimento, o primeiro passo é identificar o cliente antes da jornada iniciar. Depois, precisamos demonstrar na interface com o usuário qual é a finalidade daquele compartilhamento. Apenas nesse momento que o usuário poderá selecionar a instituição transmissora e o objeto/finalidade daquele compartilhamento”.

 

Trecho de uma fala de Leticia Becker, do time de Privacidade da Quanto. 

 

Como comunicar o Open Banking para o usuário final

 

“Dentro da agenda do Banco Central, tivemos o Pix, que foi uma boa experiência para aprendermos, pois ali também havia diferenças essenciais que precisavam ser passadas para o usuário final. Isso é bom, pois mostra que as pessoas já estão num movimento de se adaptarem a novos jeitos de olhar para produtos financeiros. Mas é importante também alinhar as expectativas. 

 

“Vemos muitas instituições na corrida para conseguir pré cadastros de Open Banking. No entanto, diferentemente do Pix, o Open Banking não é um produto. Ele é uma oportunidade que será usada em diferentes produtos e serviços dentro das instituições. Precisamos deixar isso muito claro para o usuário final, que isso aqui não é um produto e que não é porque eu fiz um pré cadastro que vou ter automaticamente acesso a oportunidades.

“Outro desafio é relacionado à reticência dos brasileiros em compartilhar dados, apesar disso já acontecer. Na busca por empréstimo imobiliário, por exemplo, é natural assinar um monte de papelada para mostrar o histórico financeiro ou até tirar um extrato bancário dos últimos três meses para confirmar ganhos salariais. Faz parte da rotina, mas as pessoas não estão acostumadas a ver assim. Então, o desafio é naturalizar esse compartilhamento seguro dentro do contexto do Open Banking”.

Trecho de uma fala de Catarina Cicarelli, do time de Comunicação da Quanto.

 

Assista na íntegra: webinar “Open Banking na Prática: contagem regressiva para a 2ª fase”