Open Banking

Open Banking e as novas perspectivas para pequenas e médias empresas

Entenda como as PMEs poderão se beneficiar com a chegada no sistema financeiro aberto.


Se engana quem pensa que o Open Banking promoverá mudanças apenas em grandes bancos e financeiras. Micro, pequenas e médias empresas também se beneficiarão com a chegada do sistema financeiro aberto. E foi exatamente sobre isso que Ricardo Taveira, fundador e CEO da Quanto, falou no evento da FID21 "Os novos rumos da competição financeira".

 

No painel "Open Banking: novas perspectivas para pequenos negócios", Ricardo teve a companhia de nomes de peso da indústria na discussão sobre como o Open Banking tornará o mercado mais inclusivo, sustentável e com melhores oportunidades para todos. Assim, também estavam presentes Alexandre Jose, Chief Architect da Dell Technologies; Fábio Lins, Superintendente Executivo do Banco Original; Rafael Schur, sócio da EY; e Carlos A. de Oliveira, Fintech Board Member da Bossanova Investimentos, que foi o moderador do encontro. 

 

Confira a seguir os principais destaques e o que esses profissionais pensam sobre o Open Banking nas pequenas e médias empresas. 

 

Crescimento do interesse em compartilhar dados de negócios

 

Pix, PISP e, agora, o Open Banking tem servido para o mercado financeiro aprimorar a forma como pessoas e empresas se relacionam com dinheiro. E a métrica aqui é muito simples: oferecer um acesso cada vez mais amplo e eficiente na realização de transações de valores, produtos e serviços. Porém, para tanto, ter acesso aos dados de negócios das empresas é fundamental. 

 

De acordo com uma pesquisa primária da EY, mostrada por Rafael Schur durante o painel, as próprias empresas já perceberam isso e estão cada vez mais interessadas em compartilharem seus dados de negócios. E o que elas querem com isso? Serviços melhores, mais eficientes e, principalmente, mais adequados e de acordo com os seus negócios. 

 

O CEO da Quanto, Ricardo Taveira, está alinhado a esse pensamento. Ele afirma que o sistema que se formará ao redor do Open Banking tende a favorecer as PMEs com a criação de ecossistemas no qual as empresas compartilharão dados para terem acesso aos melhores serviços. "Temos aqui um desafio de produto para oferecer mais escolhas com menos esforço. Como? Com sistemas integrados, onde as empresas poderão receber diversas propostas de crédito num único lugar, sem sair de uma única interface. Assim, será fácil acessar mais e melhores opções de crédito", explica. 

 

Pequenas empresas precisarão de aconselhamento

 

O foco inicial das conversas sobre Open Banking gira em torno de crédito, mas a abertura dos dados financeiros possibilitará muito mais que isso. Pois não são apenas novos produtos e serviços, mas também novas experiências e formas de contratá-los. "E a máxima geral é: o usuário ganha", resume Taveira. Afinal, se as empresas terão acesso a melhores oportunidades, os clientes também. 

 

A Quanto trabalha para fazer isso acontecer. E, em breve, as pequenas empresas não estarão mais se perguntando o que é ou como vai funcionar o Open Banking. Elas questionarão qual é a primeira coisa que precisam fazer, qual é a primeira oportunidade que precisam focar ou o que querem resolver primeiro. Haverá um mar de opções e, como enfatiza Ricardo, “o mercado tem que aprender a jogar nesse sistema novo. Quem aprender mais rápido, sem dúvida vai se sair melhor". 

 

Nesse sentido, o diferencial positivo da implementação do Open Banking no Brasil é que ele está sendo conduzido pelo Banco Central a partir de uma construção colaborativa. Financeiras e fintechs estão juntas para garantir que o sistema financeiro aberto atenda às necessidades de todas as empresas, independentemente do porte ou ramo de atuação.