Pix para pessoa jurídica: como funciona e quanto custa esse serviço?

O Pix agora pode ser utilizado por instituições para otimizar suas transações financeiras.

 

Desenvolvido para unificar os meios de pagamento e agilizar as transações do dia a dia dos consumidores, o Pix já é uma solução do Sistema Financeiro Nacional desde o meio de novembro e contabilizava, até janeiro de 2021, mais de 130 milhões de chaves – espécie de “identidade” cadastrada no sistema para o recebimento de transações.

 

Com o maior diferencial competitivo em comparação aos tradicionais TED e DOC, sendo os pagamentos e as transferências realizadas em tempo real, o método chega agora ao acesso de pessoas jurídicas e é sobre isso que falaremos aqui.

 

  • Como funciona o Pix para pessoa jurídica?;
  • O papel do QR Code nos pagamentos via Pix;
  • Benefícios do Pix para as empresas;
  • Como se cadastrar para usar o Pix para empresas?;
  • E para PJ, o Pix é gratuito?;
  • O Pix parte de uma agenda de inovação do Banco Central.

 

 

Como funciona o Pix para pessoa jurídica?

 

Qualquer empresa de qualquer setor da nossa economia pode ter acesso ao moderno meio de pagamentos, contanto que possua uma conta ou carteira digital em um banco ou empresa do setor financeiro ligado ao Banco Central e participante do Pix.

 

Além disso, o método não é obrigatório para todas as empresas – apenas para instituições financeiras que possuem mais de 500 mil clientes. Com a entrada do Pix PJ, agora as transações podem ser realizadas entre qualquer tipo de indivíduo. Ou seja, entre pessoas físicas, entre pessoas e empresas, entre empresas, e até mesmo entre pessoas (físicas ou jurídicas) e o governo.

 

O Pix PJ autoriza as empresas a receberem valores por meio de três canais: utilizando a já popular chave Pix (cadastro de número de telefone, e-mail ou CNPJ); via NFC (Near Field Communication), solução de acesso por aproximação presente em dispositivos móveis mais modernos e QR Code.

 

O papel do QR Code nos pagamentos via Pix

 

O QR Code é uma espécie de código de barras bidimensional que garante o acesso a páginas da internet, arquivos, download de aplicativos e, entre outras coisas, na realização de pagamentos. O Banco Central autoriza dois tipos diferentes de QR Code para o Pix:

 

QR Code estático – Emitido uma única vez, este formato é indicado quando a empresa precisa receber diversos pagamentos pelo serviço ou produto que oferece. Uma vez escaneado o código, o pagador insere o valor para que seja efetuada a transação (processo similar ao pagamento com cartões).

 

QR Code dinâmico – Diferente do estático, essa versão de QR Code é gerado automaticamente para cada transação e poderá incluir juros, multas, data de vencimento e acesso a notas fiscais. Ou seja, ele vem para substituir o boleto tradicional e contas de luz e água, por exemplo.

 

Benefícios do Pix para as empresas

 

Absolutamente todas as vantagens que a pessoa física já encontrava com a utilização do Pix podem ser encontradas em sua versão pessoa jurídica: transações em tempo real, possibilidade de realizar operações em horários fora do expediente do banco, como à noite, aos fins de semana e aos feriados e compensação imediata de pagamentos.

 

Além disso, as informações geradas pelo Pix são armazeanadas em uma plataforma desenvolvida pelo próprio Banco Central em um sistema que utiliza tecnologias de autenticação mútua, assinatura digital e criptografia para garantir a segurança de todas as partes. 

 

Para completar, o meio de pagamento vigora sempre em consonância com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e, a exemplo de sua versão para pessoas físicas, é capaz de reduzir os custos relacionados às taxas pagas em cada transação para intermediários.

 

Como se cadastrar para usar o Pix para empresas?

 

Aqui não tem segredo. Se você já possui chaves Pix como pessoa física, está mais que familiarizado com o processo. Basta cadastrar sua empresa junto à instituição financeira para gerar uma chave a partir de um e-mail, número de telefone celular, CNPJ da empresa ou, se preferir, por meio de um código aleatório gerado pelo próprio sistema.

 

É importante ressaltar que o Pix, embora não seja obrigatório para a maioria das empresas que ainda podem continuar utilizando métodos tradicionais de pagamento, é recomendado pelo Banco Central devido ao seu alto grau de segurança.

 

E para PJ, o Pix é gratuito?

 

O Pix oferece gratuidade nas operações para pessoas físicas e PJs cadastrados como MEI (Microempreendedor Individual), mas deixou a escolha da cobrança das tarifas para empresas maiores a cargo das instituições financeiras.

 

Para Marcos Zanini, CEO da Dinamo Networks, empresa que cuida da segurança de identidade digital e criptografia de seus clientes, “a depender de onde a empresa tem conta pode ser que pague ou não uma taxa para receber. O que eu vejo é uma futura ‘guerra de tarifas’, com os bancos competindo entre si para cobrar um valor irrisório ou até mesmo isentar seus clientes dessas taxas”.

 

O Pix parte de uma agenda de inovação do Banco Central

 

Segundo o próprio BC, o Pix é um método prático, rápido e seguro de transferência de recursos financeiros que visa incentivar a eletronização do mercado de pagamentos de varejo e promover a inclusão financeira.

 

O novo meio de pagamento faz parte, junto com a iniciativa open banking, de um plano maior do Banco Central, a Agenda BC+, cujo objetivo é democratizar e modernizar o nosso Sistema Financeiro Nacional por meio de uma legislação mais atual, soluções que aumentam a competitividade entre os players desse mercado e, por fim, a oferta de crédito mais barata para tomadores finais.


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