Private Banking: o conceito de personalização total das finanças

Confira as singularidades da modalidade Private Banking e entenda como esse conceito passará por um processo de democratização e acessibilidade para o consumidor comum.

 

Não é de hoje que o mercado financeiro tenta se segmentar mais e mais, a ponto de atingir diferentes nichos de clientes com produtos exclusivos de acordo com seus diferentes perfis e potencial de investimento. 

 

À medida que essa segmentação cresce, os serviços prestados pelas instituições vão se tornando cada vez mais exclusivos. Quando um cliente chega ao topo dessa “pirâmide”, é disponibilizado a ele o private banking – modalidade que garante os melhores investimentos oferecidos pelo banco no qual possuem conta.

 

Atualmente o Brasil conta com quase 120 mil contas ativas operando no modelo private banking e é sobre ele que iremos falar hoje. Confira os temas que serão abordados:

 

  • O que é Private Banking?;
  • Private Banking x Banco Tradicional;
  • Quem oferece esse produto?;
  • Qual é a diferença entre o private banking e outros produtos “prime” de instituições convencionais?;
  • Como se tornar um cliente Private?;
  • A relação entre o Private Banking e o mercado de investimentos;
  • Personalização de serviços é um dos grandes pilares do open banking;

 

Boa leitura!



O que é Private Banking?

 

Como comentado na introdução deste artigo, o Private Banking é uma segmentação disponível para um grupo seleto de clientes dos principais bancos do país. Estamos falando de correntistas com aplicações acima de R$ 5 milhões, valor que pode variar de banco para banco.

 

O cliente private tem acesso a um leque de vantagens não disponíveis para correntistas comuns do banco, como ofertas de investimentos com a maior liquidez possível, linhas de crédito especiais e uma série de benefícios que serão listados mais adiante.

 

Os profissionais bancários que atuam junto a essas contas são chamados de “bankers” e possuem tarefas mais abrangentes e ao mesmo tempo mais personalizadas do que gerentes comuns. No caso, além de falar somente sobre os investimentos de seus clientes, também são especialistas em questões como sucessão patrimonial, tributação, divisão de bens entre herdeiros e até assuntos de caráter mais íntimo, como consultoria de finanças pessoais.

 

Private Banking x Banco Tradicional

 

A modalidade traz inúmeras vantagens para seus exclusivos clientes, que acabam contando com equipes inteiras para cuidar de seu patrimônio. Entre os benefícios do private banking que não podem ser encontrados em contas tradicionais de instituições bancárias estão:

 

  • Acesso a especialistas em planejamento patrimonial;
  • Soluções especiais de crédito com o objetivo de manter a liquidez do patrimônio dos clientes;
  • Assessores de investimentos nacionais e internacionais;
  • Assistentes pessoais para o cuidado de operações bancárias do cotidiano.
  • Exclusividade no atendimento personalizado 24 horas por dia, sete dias por semana;

 

Quem oferece esse produto?

 

Instituições tradicionais como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander contam com a modalidade em suas segmentações. O último, aliás, acaba de ser eleito o segundo melhor Private Bank operando no país, atrás apenas do Credit Suisse, e o melhor da América Latina quando o assunto são as práticas sociais, ambientais e governança. 

 

Victor Matarranz, head global de Wealth Management & Insurance do Santander destacou ao Portal Terra que que “em 2020, apesar dos desafios impostos pela covid-19 e pela priorização da saúde e segurança de todos, o Santander Private Banking ganhou impulso graças a sua plataforma global e a uma ampla oferta de produtos e plataformas globais”.

 

Confira alguns dos serviços prestados por essas instituições:

 

  • Banco do Brasil Private SP: Aconselhamento Financeiro, Atendimento Exclusivo, Private Internacional, Academia de Sucessores, Inteligência de Mercado para Alocação de Recursos.

  • Private Bradesco: Advisory, Investimentos, Planejamento Patrimonial, Soluções Internacionais, Soluções de Crédito / Liquidez, Especialista em Wealth Planning.

  • Santander Private: Estratégias de Mercado, Consultoria de Investimento, Gestão de Carteiras, Planejamento Patrimonial, Investimentos Alternativos, Soluções de Financiamento.

  • Itaú Private: Geração de Renda, Diversificação Internacional, Criação de Valor, Curadoria de Alta Performance para Investimentos.

 

Como se tornar um cliente Private?

 

Uma vez atendidos os exigentes critérios de investimento para a participação desta segmentação, basta entrar em contato com a instituição onde se tem conta para tornar-se um cliente Private.

 

A título de comparação, enquanto os bancos pedem em média de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões em aplicações, as outras duas segmentações presentes nessas instituições, varejo e a alta renda costumam incluir clientes que possuem renda inferior a R$ 8 mil e investimentos até R$ 100 mil e a segunda abriga os usuários com renda superior aos R$ 8 mil e investimentos acima de R$ 100 mil.

 

Ainda que com uma diferença mínima (se colocados lado a lado com a segmentação Private), os clientes de alta renda, como aqueles que possuem uma conta Personnalité do Itaú, têm acesso a agências próprias, atendimento exclusivo e contam com mais gerentes no dia a dia.

 

A relação entre o Private Banking e o mercado de investimentos

 

Um dos grandes benefícios de se tornar um cliente Private Bank certamente é o acesso às oportunidades exclusivas de investimento, como aqueles restritos por lei para investidores qualificados (que possuem investimentos que ultrapassam R$ 1 milhão).

 

Além da disponibilidade das melhores soluções, os clientes também se beneficiam da independência e do acesso a um conjunto de investimentos personalizados dos bancos que oferecem esse tipo de segmentação. Ou seja, podem montar carteiras de investimento muito mais personalizadas de acordo com suas necessidades e também às de sua família. 

 

Personalização de serviços é um dos grandes pilares do open banking

 

Falando em personalização, a iniciativa open banking, desenvolvida pelo Banco Central em parceria com empresas como a Quanto, trará a possibilidade aos usuários de todas as segmentações do mercado financeiro de contar com produtos e serviços personalizados e de maior qualidade – mais ou menos como ocorre no private banking. 

 

Isso será possível devido à democratização do sistema financeiro, promovida pela abertura das APIs dos grandes bancos de forma obrigatória e de outras instituições menores 

que também queiram participar. Essa revolução tem como objetivo principal estimular a competitividade entre os players do setor, que ao se integrar ao open banking poderão personalizar cada vez mais suas soluções para os consumidores.

 

Do lado de lá, os clientes, além do acesso irrestrito às novas e personalizadas soluções, também poderão trafegar com mais liberdade dentro dos sistemas 

financeiro e bancário pois finalmente será dono de suas próprias informações, que deixarão de pertencer aos bancos onde possuem conta. 

 

Para entender melhor como tudo isso irá funcionar, clique aqui.


E se você quer fazer parte dessa revolução, entre em contato com a Quanto hoje mesmo!