Open Finance

Fase 4 do Open Banking: o início do Open Finance

De acordo com o Banco Central, a data de hoje - 15 de dezembro de 2021 - marca o princípio da Fase 4 do Open Banking, a última prevista para a implementação do sistema financeiro aberto no Brasil. Nessa etapa, começaremos a ver o início do Open Finance, pois amplia-se o conceito do Open Banking - dados bancários - para incluir outras opções de dados que poderão ser compartilhados, como informações sobre operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência.

   
No entanto, assim como vimos nas Fases 2 e 3 de implementação, a Fase 4 do Open Banking também acontecerá de forma escalonada. Ou seja, primeiro as instituições participantes vão apenas iniciar processos de certificação funcional das APIs dos produtos que serão compartilhados, com o objetivo de garantir a qualidade e aderência às especificações, e só depois disso que os usuários deverão começar a aproveitar os benefícios que chegam nessa última fase de implementação.  


Escalonamento da Fase 4 do Open Banking


Isso quer dizer que teremos um período na qual os usuários provavelmente não verão mudanças significativas. Porém, uma vez que as instituições obtiverem as certificações, a previsão para a abertura de novos acessos aos usuários foi definida da seguinte forma pelo Banco Central:

 

  • - Até 04 de março de 2022: seguros, previdência complementar aberta e capitalização;
  • - Até 11 de março de 2022: serviços de credenciamento em arranjos de pagamento;
  • - Até 18 de março de 2022: operações de câmbio; 
  • - Até 25 de março de 2022: contas de depósito a prazo e outros produtos com natureza de investimento.

 

Compartilhamento de dados no Open Finance


Com tantas mudanças a caminho no sistema financeiro, a pergunta que fica é: será que o mercado está preparado? Será que as pessoas vão, de fato, compartilhar seus dados nesse novo fluxo disponibilizado pelo Open Banking que abre caminho para o Open Finance? Segundo uma pesquisa encomendada pela consultoria Aster Capital em parceira com a Quanto, estamos no caminho para isso.

 

A pesquisa avaliou, justamente, se o comportamento do brasileiro na relação com compartilhamento de dados mudou. Afinal, até pouco tempo, a maioria das pessoas apresentavam algum receio com o compartilhamento de dados junto às instituições financeiras. Porém, constatamos que 65% dos entrevistados estão dispostos a compartilhar dados para obter, por exemplo, melhores taxas de juros de crédito. 

 

Mais do que isso, descobrimos que os entrevistados tinham, em média, 3,5 contas abertas. Por quê? Para contratar serviços diferentes em bancos diferentes. Mas isso deve mudar com o Open Finance, que abre a possibilidade de, com uma única conta, os usuários contratarem diferentes serviços de diferentes bancos ou instituições financeiras.

 

"Nosso foco na Quanto é reduzir a assimetria de informação e diminuir as barreiras de troca presentes no mercado financeiro através do compartilhamento de dados. Pelo estudo, observamos que o brasileiro está disposto a compartilhar dados visando benefícios reais, reforçando nossa tese que o Open Banking no Brasil deve promover mudanças ainda maiores do que o que vimos na Europa ou nos Estados Unidos", destaca Victoria Amato, CBO da Quanto. 

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