Tecnologia e Segurança

Implementação do Open Banking: entenda as dificuldades técnicas

Artigo de Lucas Teske, Chief Satellite Hacker da Quanto.

Quem acompanha de perto o cronograma de implementação do Open Banking e mesmo quem lê notícias sobre o assunto esporadicamente deve ter visto algo sobre o adiamento da fase 2. Na ocasião, o Banco Central postergou a data de início dessa etapa sob a alegação de que algumas empresas participantes estavam enfrentando dificuldades técnicas na implementação do Open Banking. Para falar sobre isso, é preciso observar três aspectos importantes e que são parcialmente dependentes.


Primeira dificuldade técnica: definição de ferramentas e diretrizes


O primeiro aspecto está relacionado às definições que fazem parte do escopo dos GTs do Banco Central. Para quem não sabe, GTs são grupos de trabalho formados por representantes de empresas, associações e/ou entidades, que propõem os caminhos e diretrizes do Open Banking no Brasil

E por quê o trabalho dos GTs é desafiador? Porque depois que você tem uma especificação determinada e implementada, existe uma dificuldade grande caso essa diretriz precise de alguma mudança, principalmente se ela não for sutil e ir além de algum acréscimo incremental. O ponto é: depois que uma decisão se torna um padrão, fica difícil alterar o passado e tudo que se pode fazer é adicionar coisas para tentar contornar limitações.

Por esse motivo, o processo de implementação do Open Banking tem priorizado tecnologias que já existem no mercado, usando especificações que já estão aí há um bom tempo. Isso torna tudo mais simples, porque aproveita recursos e conhecimentos os quais o mercado e os desenvolvedores já estão habituados. 

 

O problema é que existe uma gama de soluções para um mesmo problema. Qual é a melhor ferramenta: X ou Y? Responder esse tipo de questão é sempre muito subjetivo. Às vezes existem 5 ou 6 soluções para determinado problema e cada participante do GT prefere uma. E isso é uma decisão crítica, porque, como comentei, depois é difícil voltar atrás.


Segunda dificuldade técnica: questões de segurança e usabilidade


Quando falamos de segurança e privacidade, o desafio de implementação complica ainda mais. E a grande questão aqui gira em torno da usabilidade: como ter um ambiente confiável e seguro, mas que ao mesmo tempo proporcione uma boa experiência aos usuários? Porque tem um ponto no qual se você aumenta demais a segurança, a usabilidade começa a ficar ruim. Assim, o desafio é encontrar a calibragem ideal, e isso é muito complexo, porque tudo ainda é muito novo e nada foi testado.


Terceira dificuldade técnica: burocracias e lentidão na implementação do Open Banking


Ok. Digamos que todo mundo concordou com as questões envolvendo ferramentas, diretrizes, usabilidade e segurança. O problema agora? Implementar o que foi definido, o que muitas vezes pode não ser tão simples quanto parece em bancos e instituições financeiras de grande porte. Afinal, essas empresas costumam ter estruturas bem complexas, o que acaba ampliando processos burocráticos e diminuindo a fluidez de projetos.

 

Ou seja, não importa ter os melhores desenvolvedores. É fundamental também conseguir dar andamento às decisões técnicas e adaptá-las ao seu negócio. Pois existem diversos caminhos para isso, sendo que cada um deles vai impactar o negócio de um jeito diferente. Então tem que fazer a decisão chegar lá em cima, em quem avalia as estratégias da empresa, para depois ser implementada. Essa ida e volta de informações acaba atrasando os processos.

Dito isso, creio que o problema de implementação do Open Banking não é a complexidade em si, mas o tempo que você tem para fazer isso. Alguns dos principais participantes estão acostumados com projetos que duram 2, 3 anos. E no processo que vivemos hoje, precisamos fazer entregas a cada 2, 3 meses. Esse novo ritmo e velocidade exigidos pelo mercado ainda é uma barreira que precisa ser derrubada.


As vantagens de ter a Quanto como parceira de Open Banking

 

Em três palavras: time to market. Quer queira, quer não, do mesmo jeito que o Open Banking está usando soluções de mercado para diminuir o tempo de implementação, bancos e financeiras também podem seguir por esse caminho. Afinal, por mais que o Open Banking seja uma especificação, existem vários jeitos de implementar, decisões a serem tomadas, alternativas que precisam ser avaliadas.

Por exemplo, Open Banking especificou FAPI. Ou seja, você precisa ter uma solução FAPI Compliance. Qual solução? Você vai desenvolver a sua, comprar pronta ou contratar um serviço? A Quanto te ajuda a resolver essa equação.