Tecnologia e Segurança

Invisible Bank: entenda esse novo conceito para bancos digitais

Modalidade transforma a experiência dos usuários, deixando-a mais personalizável e automatizada.

 

Não é uma novidade que avanços tecnológicos têm feito com que a jornada dos consumidores pelos sistemas bancário e financeiro seja mais leve e fluida. A praticidade e a diminuição de etapas para realizar tarefas tem tornado a presença dos bancos cada vez menor em nossas vidas.

 

Esse conjunto de melhorias que visa diminuir o contato com as instituições e deixar mais orgânico o dia a dia dos usuários trata-se de um conceito – Invisible Bank – e é sobre ele que vamos falar hoje. Confira os temas que serão abordados nesse conteúdo:

 

  • Na prática, o que é Invisible Bank?;
  • Investimentos em atendimento automatizado;
  • Principais casos de uso;
  • Open Banking – mais um passo rumo à eficiência bancária.

 

Na prática, o que é Invisible Bank?

 

O chamado “Banco Invisível” trata-se de uma premissa que bancos de pequeno e grande porte têm adotado cada vez mais com o intuito de automatizar as transações efetuadas por seus clientes, deixando sua experiência com a marca mais fluida e mais amigável.

 

Essas instituições utilizam recursos tecnológicos como inteligência artificial e algoritmos para digitalizar esses processos. Com isso, eliminam-se os “atritos” que sempre deram certa má fama ao atendimento dos bancos como filas, caixas eletrônicos e emissão desnecessária de papel – ponto que também acaba reduzindo o impacto ambiental, tema que tem sido muito mais debatido nos últimos anos.

 

Para Márcio Barnabé, Chief Marketing Officer da UzziPay, “O digital é sustentável e as mudanças que o sistema bancário vem passando são benéficas não só para a vida das pessoas em questões de agilidade e segurança, mas também ao meio ambiente, pela economia de insumos, como o papel”. 

 

Grandes investimentos em fluidez no atendimento

 

Uma das maiores preocupações do conceito de Invisible Bank é fazer com que os correntistas se esqueçam que sua agência existe. Dessa forma, muitas das soluções criadas com base na filosofia são relacionadas ao atendimento automatizado, como os chatbots que iniciam as conversas com os usuários quando a empresa é acionada em caso de dúvidas.

 

“Com o uso de inteligência artificial e Big Data é possível tornar a experiência do correntista totalmente personalizável e muito mais eficiente. Com isso, é possível automatizar pagamentos e investimentos de forma que o banco fique ‘invisível’ e as tarefas bancárias sejam realizadas de forma automática por programas virtuais”, comenta Barnabé.

 

Segundo pesquisa da FEBRABAN sobre tecnologia bancária, as conversas com chatbots aumentaram de 79,5 milhões em 2018 para 248 milhões em 2019 – um salto de mais de 200% em relação ao ano anterior. O levantamento aponta ainda que 68% das instituições bancárias questionadas são auxiliadas por ao menos uma startup, fintech ou big tech para o desenvolvimento dessas soluções e 26% delas contam com mais de 20 parceiros fornecedores de tecnologia.

 

Conheça alguns dos principais casos de uso

 

Você pode nunca ter ouvido falar do termo “Invisible Bank” até a leitura desse artigo, mas com certeza conhece algumas dessas soluções. Confira!

 

  • Banco por voz – A utilização de assistentes virtuais como Amazon Alexa e Google Dot promove aos usuários que conectem-se por comandos de voz aos seus eletrônicos e eletrodomésticos. É o famoso IoT (Internet of Things) colocado em prática.

 

Mas o que é IoT? De forma simplificada, trata-se da capacidade que eletrônicos e eletrodomésticos mais atuais possuem de se conectarem e formarem uma rede em volta de seus usuários.

 

Em breve, objetos como os assistentes virtuais poderão se conectar ao seu banco para que você utilize os mesmos comandos para pagar faturas, fazer investimentos, transferir dinheiro entre contas e qualquer outro tipo de serviço bancário sem que tenha que acessar um aplicativo.

 

  • Blockchain – A descentralização da segurança com o objetivo de aumentá-la trará aos bancos a capacidade de automatizar uma série de processos como liquidação de operações, registro de títulos e transferências cross-border.

 

Segundo um estudo realizado pelo Banco Santander, a inclusão da tecnologia blockchain no sistema bancário poderá diminuir em US$ 20 bilhões seus custos bancários por meio de automações.

 

 

Dessa forma, os usuários poderão ter acesso a dashboards integrados com painéis centralizados que permitem a consolidação e o gerenciamento entre múltiplas contas e bots de investimento inteligente – APIs dentro dos aplicativos que escolhem as melhores oportunidades de investimento para os usuários com base em seu perfil e de critérios pré-estabelecidos.

 

Open Banking – mais um passo rumo à eficiência bancária

 

A iniciativa proposta pelo Banco Central e lançada no início de fevereiro de 2021 traz aos usuários uma liberdade nunca antes vista na história do sistema financeiro desse país. Com o open banking, os consumidores poderão adquirir soluções de diversas instituições bancárias ao mesmo tempo, ainda que não sejam correntistas desses bancos.

 

E o que isso significa? Que ao não ter um banco como “dono” de seus dados bancários, histórico financeiro e com obrigações contratuais que dificultam a liberdade de escolha, as instituições começarão a desenvolver produtos e serviços mais personalizados e de acordo com as suas necessidades – transformando para sempre a sua experiência com o segmento. 

 

Se o Invisible Bank busca extinguir a presença do banco em sua vida, o open banking junta as melhores oportunidades disponíveis neste segmento e coloca à sua disposição para que os utilize como quiser.