Open Banking

O que é Open Banking e como ele transformará o sistema financeiro

O que é Open Banking e como nossas vidas serão afetadas por essa nova tecnologia financeira? Leia e veja o que está preparado para o futuro próximo do sistema financeiro.

 

Nesse artigo você verá:


  • Quais as vantagens do open banking?;
  • Como será a regulamentação do open banking no Brasil pelo Banco Central;
  • Comparações entre experiências de outros países para o modelo brasileiro;
  • Como será a primeira fase da regulamentação open banking;
  • Como funcionam as APIs dos bancos.



O conceito de liberdade de escolha para o consumidor no mercado está sempre associado ao conceito de abundância de soluções - ou seja, quanto mais escolhas se pode fazer, mais personalizada uma decisão de compra se torna. 

 

Mais recentemente ganhamos essa perspectiva com o surgimento dos aplicativos de entrega, transporte e consumo. A concorrência chegou ao mercado prometendo a você, consumidor, escolhas dentro de uma maior variedade, de acordo com as suas necessidades do momento e maior nível de personalização de serviços.

 

O open banking finalmente traz esse fenômeno para o sistema financeiro no Brasil. Ele devolve ao consumidor o controle dos seus dados bancários e permite que, em posse desse histórico, você possa buscar soluções mais personalizadas para as suas necessidades em todo o sistema financeiro – e não mais somente na instituição em que tem uma conta bancária. É o equivalente a ter um smartphone onde é possível baixar os aplicativos que nos convém de acordo com os nossos interesses.

 

Quais as vantagens do open banking?

 

Como dito anteriormente, na prática, o open banking dá a você o controle de seus próprios dados bancários e financeiros que antes eram de uso exclusivo das instituições onde você possui conta, como os bancos tradicionais. 

 

Essa nova tecnologia torna muito mais fácil a portabilidade de uma conta corrente, por exemplo. Se hoje em dia esse é um processo tão difícil que desistimos antes mesmo de procurar informações sobre outras possibilidades, logo poderemos nos desvincular em poucas etapas levando informações importantes (como extratos, listas de favorecidos e boletos) para outras instituições em busca de taxas menores e melhores soluções.

 

Outro ponto positivo sobre o open banking é a sua enorme capacidade de economizar o tempo dos usuários. Isso se deve ao fato de que, uma vez cadastrado em uma plataforma, basta digitar sua conta no banco, receber uma notificação e efetuar compras – tudo sem precisar preencher longos formulários toda vez que quiser se cadastrar em um e-commerce. 

 

Por fim, além de retomar o controle dos seus dados e economizar tempo, você também terá uma visão mais clara das oportunidades financeiras ofertadas por todo o mercado, podendo escolher os serviços que mais se adequam às suas necessidades de forma "modular" -  você pode,por exemplo, guardar seu dinheiro na poupança na instituição com maior rendimento, mas receber seus pagamentos através daquela outra na qual sua empresa já está associada.

 

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Como funciona a regulamentação do open banking pelo Banco Central?

 

Agora detentores de seus próprios dados, os consumidores poderão permitir a outras instituições que tenham acesso a essas informações. Um dos objetivos do Banco Central com essa iniciativa é estimular a competitividade no sistema financeiro, provocando o desenvolvimento de soluções melhores e personalizadas aos clientes.

 

Para isso, tanto os bancos quanto as fintechs que aderirem ao novo sistema devem estar devidamente regulamentados e seguir boas práticas do mercado financeiro estabelecidas pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), sancionada pelo ex-presidente Michel Temer em setembro de 2018 e que torna mandatória a implantação das seguintes medidas pelas empresas: 

 

  • Contar com um canal para receber reclamações e prestar esclarecimentos;
  • Receber notificações das entidades reguladoras e agir de acordo para solucionar problemas na proteção de dados;
  • Orientar equipes sobre as boas práticas que envolvem o texto da LGPD.

 

Agindo como um “hub” para fintechs, startups, instituições bancárias tradicionais e outros, a Quanto centraliza a gestão de permissões de acesso a dados em um único local, aumentando a confiança na transparência do sistema e melhorando a experiência do usuário em todos os seus pontos de contato com o setor financeiro.

 

Leia mais: O que é conciliação bancária hoje e como será depois do open banking

 

Qual o legado das experiências de outros países para o modelo brasileiro?

 

O conceito do open banking já é discutido desde o começo da década, mas sua implantação só começou a acontecer na prática há alguns anos. 

 

Países largaram na frente e já possuem sistemas bastante avançados, como o pioneiro Reino Unido, que em 2018 desenvolveu uma única API (Interface de Programação de Aplicação, uma reunião de parâmetros de programação que dá a possibilidade de que diversos sistemas “conversem” uns com os outros) que define um padrão único para o intercâmbio de informações financeiras entre bancos, fintechs e consumidores.

 

Países como Hong Kong, Japão, Índia, México e Nova Zelândia já estão em diferentes fases de implantação em seus respectivos sistemas financeiros. A União Europeia, composta por 27 nações, também tem se mobilizado para estimular a competitividade entre bancos e fintechs. Por lá, já é possível integrar diversas formas de pagamento utilizando um único aplicativo.

 

Como será a primeira fase da regulamentação open banking?

 

Organizada em quatro “capítulos” que se iniciam a partir de 1 de fevereiro de 2021, a implantação do open banking começará com a disponibilização total das APIs  dos bancos do Segmento 1 (Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Santander, Caixa e BTG Pactual) e do Segmento 2 (Banrisul, Citibank, Safra, Banco do Nordeste, Credit Suisse, BNDES, Votorantim, e ABC).

 

A Fase 1 é uma demanda obrigatória do BC para o início da “era open banking” pois disponibiliza informações completas sobre produtos, serviços e canais de atendimento ligados a contas, poupanças, linhas de crédito e pagamentos para a consulta de terceiros. 

 

Ao mesmo tempo, para que outras instituições menores (como fintechs, bancos menores e financiadoras) possam ter acesso a esses dados, a regulamentação estipulou o princípio da reciprocidade, que obriga que, para ter acesso aos dados dos demais players, é preciso também disponibilizar suas APIs. É uma via de mão dupla!

 

APIs dos bancos são a chave da nova tecnologia

 

As APIs abertas dão aos desenvolvedores a capacidade de produzir soluções de simples integração a outras plataformas.Isso traz um impacto positivo a todo o ecossistema financeiro, já que facilita o cruzamento de dados dos consumidores de forma a criar soluções personalizadas e inovadoras para cada um de seus clientes.

 

Em termos de segurança de dados, a Quanto utiliza criptografia de ponta-a-ponta em todo processo e não retém nenhuma informação dos clientes, atuando como um agente neutro e  regulador para os parceiros que precisam sempre estar atualizados quanto às regras da LGPD para participarem da plataforma.

 

Quer fazer parte da revolução do sistema financeiro? Entre no site da Quanto para para saber mais!