Mercado Financeiro

Entenda o que é PIX e se ele é bom ou ruim para você

Iniciativa proposta pelo Banco Central chegou ao país e promete maior agilidade em pagamentos. Mas o que é Pix e por que ele existe?


Uma alternativa aos meios de pagamento convencionais, o Pix vai muito além do TED e do DOC que estamos acostumados a lidar diariamente. Nesse artigo você terá acesso a informações como:

 

  • O que é o Pix;
  • De que forma funcionará a regulação do Pix no Bacen;
  • Pagamento instantâneo x Ted e Doc;
  • O que são as chaves Pix e como cadastrar as suas;
  • Por que os bancos andam pedindo para você cadastrar sua chave;
  • O Pix é só o início de uma grande revolução financeira

 

O que é o Pix?

 

Anunciado em fevereiro de 2020, o Pix é uma marca criada pelo Banco Central do Brasil (Bacen) que tem como objetivo é disponibilizar e regulamentar os pagamentos instantâneos. Em termos técnicos, isso significa que, nesse tipo de transferências de dinheiro eletrônicas, a transmissão da ordem de pagamento e a verificação da disponibilidade de fundos ocorrem em tempo real.

 

Segundo o Banco Central, o sistema Pix trará às instituições financeiras e ao público a possibilidade de fazer transferências monetárias durante 24 horas ao dia, 7 dias por semana, em todos os dias do ano e sem a necessidade de intermediários. Isso significa diminuição de custos e tarifas adicionais à transação.

 

Como o Pix nasceu?

 

A história do Pix começou lá atrás, em 2013, com a publicação do Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro daquele ano. De lá para cá, o Banco Central incentivou e colaborou junto aos principais players do mercado financeiro para a criação de um sistema de pagamentos instantâneos.

 

No início de 2019 foi criado o Fórum Pix, uma iniciativa com 220 instituições participantes e um comitê consultivo permanente. Seu papel é auxiliar o Bacen na construção de um ecossistema pleno de pagamentos instantâneos que entrou em atividade no dia 16 de Novembro de 2020, com os objetivos de estimular a competitividade entre as instituições e facilitar a vida do usuário na hora de pagar ou receber valores.

 

De que forma funciona a regulação do Pix no Bacen?

 

O SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos) tornará possível as transferências em tempo real apenas para instituições participantes do Pix. O sistema é gerido continuamente pelo Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), ligado ao Banco Central.

 

Para aderir à iniciativa, as instituições podem participar de duas formas:

 

  • Participação direta no SPI: Instituições homologadas pelo Banco Central ou prestadores de serviços de liquidação e compensação autorizados a participar do SPI e titulares de uma Conta PI, obrigatória para participantes diretos e conectada ao Banco Central.

 

  • Participação indireta no SPI: Sem uma conexão direta ao SPI como observado acima, os participantes indiretos são instituições de pagamento obrigadas a atuar com intermédio de um participante direto que será responsável pela atuação e pela liquidação de pagamentos.

 

A regulação e a concentração de informações no Banco Central promove, segundo a própria entidade, um nível equilibrado de competitividade entre as instituições e estimula a transparência no mercado financeiro.

 

Pagamento instantâneo x Ted e Doc

 

Os métodos de pagamento mais populares no país são atualmente a DOC e a TED. O primeiro possui um limite de valor (até R$ 4.999,99) que pode ser inconveniente para transações mais altas e o valor só é depositado na conta do recebedor no dia seguinte. O segundo, assim como a DOC, só pode ser realizado em dias úteis e de acordo com o horário do funcionamento dos bancos.

 

Ao consumidor, o Pix trará maior liberdade ao efetuar transações pois será possível realizar transferências e pagamentos de qualquer valor, a qualquer hora do dia (ou da noite) e até mesmo aos fins de semana em operações que duram menos de 10 segundos.

 

O que são e como cadastrar suas chaves Pix?

 

Para que você possa utilizar os benefícios oferecidos pelo novo sistema de pagamento Pix, é preciso “criar” uma chave de acesso – uma espécie de documento de identificação digital da sua conta. 

 

Para criá-la, basta seguir os passos fornecidos por sua instituição financeira. O processo pode variar, mas para efetuar o cadastro, você deverá fornecer um desses dados: CPF/CNPJ, número de telefone celular ou e-mail. 

 

Para quem não se sente confortável em compartilhar essas informações, há ainda a possibilidade de criar uma chave aleatória composta de letras, símbolos e números para que você tenha acesso ao serviço de forma anônima.

 

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Afinal, por que os bancos estão pedindo para você cadastrar sua chave?

 

“Faça hoje mesmo sua chave Pix!”. “Você já criou a sua chave Pix?”. “Conheça o Pix e faça a sua chave!”. Você já deve ter notado que as instituições financeiras têm comunicado com exagerada frequência a urgência para que você cadastre sua chave de acesso. Isso tem ocorrido por quatro motivos:

 

  1. A divulgação de um novo sistema de pagamentos que trará mais agilidade para seus clientes.

 

  1. A unificação dos canais de relacionamento, facilitando a comunicação entre usuários e instituições e possibilitando o oferecimento de novos produtos no futuro.

 

  1. A obrigação imposta pelo Banco Central para que instituições financeiras com mais de 500 mil contas ofereçam o sistema Pix aos seus clientes.

 

  1. A abertura do período de registro das chaves iniciou-se em 5 de outubro. Os bancos buscam aumentar a quantidade de clientes cadastrados no Pix nessa primeira fase de implementação.

 

Importante: Vale lembrar que a tecnologia PIX oferecida pelas instituições é exatamente a mesma para todos, portanto atente-se a propagandas enganosas oferecendo como exclusividade funções que são comuns a todo o sistema, como por exemplo transações 24h nos 7 dias da semana.

Leia mais: qual é a relação entre pix e open banking?

 

O Pix é só o início de uma grande revolução financeira

 

A tendência é que o sistema Pix logo faça parte de uma plataforma maior, conhecida como open banking (ou open finance) que se trata de um importante agente no projeto de democratização do sistema bancário brasileiro promovido pelo Bacen através da sua agenda BC#, um conjunto de ações com objetivo de descentralizar o setor financeiro e ampliar a integração entre as instituições. 

 

Este cenário competitivo fará com que instituições financeiras criem produtos inovadores e personalizados de acordo com as necessidades de cada consumidor -também estimulando o volume de transações e movimentando a economia.

 

A Quanto é uma das protagonistas dessa revolução do mercado financeiro pois trabalha desde 2016 na construção de um ambiente seguro onde bancos e fintechs podem oferecer produtos e serviços de qualidade para seus consumidores de forma transparente e em consonância com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).


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