Open Banking

O valor dos dados do Open Banking para o seu negócio

Artigo de Vinicius Menk Navarro, Account Executive da Quanto.

Quando a fase 2 do Open Banking começou, no dia 13 de agosto de 2021, os dados ganharam novo status e passaram a contribuir para aumentar a taxa de aprovação de crédito, reduzir a inadimplência e, inclusive, otimizar processos de onboarding. O motivo? Primeiro, porque as informações ganharam um novo fluxo de circulação e passaram a ser propriedade dos usuários e não mais dos bancos e outras instituições financeiras. Segundo, porque essas novas informações podem servir de base para o desenvolvimento de novos produtos e serviços mais personalizados e de acordo com as necessidades dos clientes. Mas não para por aí.

Desde o início da fase 2 do sistema bancário aberto, o jogo mudou. Se retornarmos à fase 1, é possível dizer que ela serviu, a princípio, para equilibrar algumas equações sobre produtos e serviços ofertados pelas instituições participantes. Não havia o consumo efetivo dos dados do Open Banking e, principalmente, não havia participação dos usuários. Na fase 2, no entanto, a história é outra. 

A grande mudança foi que, a partir daí, começou a ser possível consumir dados de Open Banking (veja quais dados no fim do post). Ou seja, negócios começaram a acontecer na prática. Numa via de mão dupla, bancos e instituições financeiras tiveram que abrir seus dados para o mercado ao mesmo tempo em que começaram a receber informações que não tinham acesso antes. Tudo, claro, apenas com o consentimento dos clientes, sempre amparados pela LGPD e por forte fiscalização do próprio Banco Central. 

 

Dados do Open Banking abrindo novas portas


Esse novo fluxo de informações com dados de Open Banking pode servir para o desenvolvimento de novos produtos e serviços, bem como na captação e retenção de usuários. No entanto, o dado por si só não solucionará as dores dos seus clientes ou otimizará processos. O valor dos dados de Open Banking está no aumento das possibilidades de análises sobre eles. E é daí que surgem insights para a resolução de problemas ou para aproveitar novas oportunidades de negócios. 

De maneira prática, quando você olha o extrato bancário em tempo real de um usuário, dá para ter uma visão do perfil de consumo do cliente que antes você não tinha. O que ele compra? Como costuma pagar? Qual é o tipo de gasto? Com esse tipo de informação, fica muito mais fácil desenvolver produtos personalizados e, assim, não só atrair novos clientes, como também, reter aqueles que já estão dentro de casa.

 

Essa nova gama de dados permite até fazer uma repescagem de pessoas para as quais um banco, por exemplo, negou crédito antes. No caso de um eCommerce, é possível criar homepages customizadas para cada cliente, apenas com produtos condizentes com o perfil financeiro daquele usuário. Afinal, a análise mudou, ficou mais refinada.

 

Indo um pouco mais além, quando as análises de dados e Open Banking evoluírem, é provável que surjam serviços específicos para determinados nichos. Talvez vejamos até novos bancos, como o Banco do Padeiro, o Banco do Motorista, o Banco do Mecânico. Porque com essas novas informações, as instituições conseguirão entender melhor como cada grupo profissional se comporta e quais são suas necessidades específicas. 

 

Quais são os dados do Open Banking?

 

Além de saldo e extrato bancário, que dão uma leitura do que está acontecendo com o usuário em tempo real, o Open Banking também permite ver limites de crédito já aprovados, empréstimos, inadimplência, investimentos e transações financeiras. É possível, ainda, categorizar as despesas e entender se o cliente gasta mais com comida, transporte, entretenimento ou várias outras categorias. 


Em resumo, os dados de Open Banking fornecem um perfil completo dos usuários. E isso, além de aumentar a acurácia de concessão de crédito, permite a tomada de decisões de negócio muito mais rápidas e precisas. Inclusive, falando especificamente de crédito, aumenta-se o limite concedido e a quantidade de concessões enquanto diminui-se a taxa de inadimplência. Parece utopia, mas é simplesmente o Open Banking na prática.


É possível também usar esses dados no onboarding de novos clientes. O processo ganha agilidade, pois não é necessário preencher diversos campos. Basta "copiar e colar" tudo. Mas onde está o valor disso? Está no fato de que essas informações já passaram por um sistema antifraude de algum outro banco. Ou seja, são informações que, em algum momento, já foram validadas.


Se quiser saber mais sobre o valor dos dados do Open Banking para a sua empresa e como fazer parte do sistema financeiro aberto, fale com a gente. A Quanto tem soluções de Open Banking para todas as empresas.