Mercado Financeiro

Como o Open Banking vai mudar sua relação com dinheiro

Uma pesquisa feita pelo Google, em parceria com a Liga Pesquisa e Provokers, mostrou que, de forma geral, os brasileiros têm dificuldade de lidar com dinheiro. 

"A relação dos brasileiros com dinheiro" constatou o que muitos já sabiam intuitivamente: apesar de mover a engrenagem na qual vivemos, falar sobre dinheiro ainda é um tabu. Mas o Open Banking pode mudar isso. 

 

Ainda não há como ter 100% de certeza sobre todas as possibilidades e oportunidades que poderão surgir com o mercado aberto. Compartilhamento e análise de dados, novas formas de pagamento, produtos financeiros customizados e gerenciador de finanças pessoais via um único sistema, uma única interface para controlar todas as suas contas. O Open Banking trará algumas evoluções previsíveis como essas e outras ainda inimagináveis. 

 

No entanto, independentemente do que podemos ou não prever, uma coisa não muda: no cerne desse novo ecossistema está a democratização do sistema financeiro. É exatamente por isso que o Open Banking pode mudar a relação dos brasileiros com dinheiro. Mas mudar o quê?

 

A pesquisa identificou 6 perfis financeiros para definir a relação dos brasileiros com dinheiro: 

  • Batalhadores (26,3%)
  • Endividados (26,3%)
  • Céticos (21,2%)
  • Materialistas (15,2%)
  • Planejadores (6,1%)
  • Poupadores (5,1%)

 

Não é preciso muita análise para perceber que a grande maioria dos respondentes não tem uma boa relação com dinheiro. Uma parte praticamente luta e encara qualquer coisa para ganhar dinheiro - é uma forma de sobrevivência - e se recusam a falar sobre o assunto (batalhadores), outra parte está com dívidas e consideram dinheiro uma coisa complicada (endividados) e uma terceira parte, de fato, evita o dinheiro, mantendo distância, por acreditarem que não poderão enriquecer (céticos).


Open Banking amplia acesso e possibilidades de interação com dinheiro

 

Hoje, há muita fricção no sistema financeiro. Quando você precisa copiar e colar informações de uma plataforma para outra para fazer um pagamento, isso é uma fricção. Quando você não tem propriedade sobre seu histórico bancário e financeiro, isso é uma fricção. Quando você é autônomo e precisa comprovar renda para obter crédito, fricção. Quando você não consegue deixar programado pagamentos recorrentes variáveis ou precisa ir até uma agência bancária para resolver algo. Exemplos não faltam. 

 

O Open Banking se predispõe a reduzir significativamente todos esses atritos. Ao empoderar os usuários com seus dados bancários e criar um ambiente seguro para o fluxo dessas informações, estamos ampliando o ecossistema. Ou seja, abre-se espaço para mais produtos e serviços financeiros, acirra-se a concorrência do mercado e amplia-se o acesso das pessoas ao sistema bancário e seus benefícios.

Mais que isso, o processo de implementação do Open Banking no Brasil dá especial atenção à usabilidade. A ideia é que todo o fluxo de informações, seja para o compartilhamento de dados ou até para fazer pagamentos, ocorra em interfaces intuitivas e que tragam confiança e transparência aos usuários. 

 

Isso, por si só, já é motivo para acreditar que, no longo prazo, o Open Banking deve mudar a relação que os brasileiros têm com dinheiro. Com mais acesso e oportunidades, os batalhadores talvez tenham mais facilidade para ganhar dinheiro, os endividados poderão negociar melhor suas dívidas e é possível que os céticos passem a acreditar que, sim, é possível galgar ascensão financeira.

 

Outro ponto importante da relação com dinheiro: acesso a crédito

 

Como já disse o nosso CTO, Ricardo Cabral, hoje, são corriqueiras as histórias de pessoas que pegam empréstimos já cientes de que dificilmente conseguirão quitá-los de volta. "Pagar ou não pagar, afinal, não faz tanta diferença assim. Ou, pelo menos, não fazia. Se uma pessoa inadimplente quisesse crédito, ela poderia quitar pontualmente suas dívidas e conseguir uma aprovação. Mas com o Open Banking é diferente". 

 

Isso porque no sistema aberto, a instituição financeira não vai avaliar apenas se você possui ou não dívidas. Ela vai analisar quanto você ganha e quanto gasta, os empréstimos que já fez e como ou se os pagou, se possui investimentos, imóveis, enfim, vai avaliar uma gama de novas informações que antes não tinha acesso e, aí sim, traçar o seu perfil financeiro antes de qualquer decisão. 

 

O ponto em questão é: nosso comportamento financeiro também fará parte dessas informações. Por isso, "num futuro próximo o Open Banking vai colaborar para uma nova consciência financeira", afirmou Cabral. Afinal, a partir do momento em que as pessoas entenderem o valor desses dados comportamentais, a tendência é que haja mais propensão das contas serem pagas em dia, contribuindo assim para um histórico positivo que facilitará, por exemplo, o acesso a crédito.


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