Open Finance

Open Finance deverá beneficiar todos os tipos de perfil financeiro

Seja qual for o seu tipo de perfil financeiro, o Open Finance deverá beneficiar você. Isso porque, a partir de agora, cada vez mais os bancos e instituições financeiras precisarão adotar posturas que coloquem o cliente no centro.  

 

Quando falamos de Open Finance, a principal premissa deste novo sistema financeiro, aberto, é justamente colocar o cliente no centro. Isso significa que toda a experiência oferecida pelos bancos e instituições financeiras precisam ser fáceis, transparentes e seguras. E no cerne disso tudo está a democratização do sistema financeiro.

No entanto, hoje existe muita fricção para que isso aconteça e exemplos não faltam. Quando você precisa copiar e colar informações de uma plataforma para outra para fazer um pagamento, é uma fricção. Quando você não tem propriedade sobre seu histórico bancário e financeiro, outra fricção. Quando você é autônomo e precisa comprovar renda para obter crédito, fricção. Quando você não consegue deixar programado pagamentos recorrentes variáveis ou precisa ir até uma agência bancária para resolver algo, mais uma vez fricção.

 

O Open Finance se predispõe a reduzir significativamente todos esses atritos. Ao empoderar os usuários com seus dados bancários e criar um ambiente seguro para o fluxo dessas informações, estamos ampliando o ecossistema. Ou seja, abre-se espaço para mais produtos e serviços financeiros, acirra-se a concorrência do mercado e amplia-se o acesso das pessoas ao sistema bancário e seus benefícios.

 

Mais que isso, o processo de implementação do Open Finance no Brasil dá especial atenção à usabilidade. A ideia é que todo o fluxo de informações, seja para o compartilhamento de dados ou até para fazer pagamentos, ocorra em interfaces intuitivas e que tragam confiança e transparência aos usuários. 

 

Conheça o seu perfil financeiro

 

Tudo isso segue em linha com uma pesquisa recentemente divulgada pelas empresas Diebold Nixdorf e NielsenIQ. Eles constataram que a usabilidade para realizar ações como abrir o app de uma instituição para conferir informações, fazer um Pix, usar o cartão digital, pedir empréstimo ou investir, são fatores determinantes para 73% dos brasileiros escolherem uma instituição financeira. 

 

Mais do que isso, a pesquisa traçou o perfil financeiro digital dos brasileiros, dividindo-os em:

 

  • Simplistas (43%)
  • Realistas (30%)
  • Tradicionalistas (13%) 
  • Exploradores (7%)
  • Autônomos (7%)

 

Segundo reportagem da InfoMoney, a explicação para cada categoria é a seguinte: 

 

Os simplistas geralmente são consumidores que gostam da experiência digital, costumam fazer muitas tarefas online e buscam serviços e produtos que ofereçam, acima de tudo, conveniência para o dia a dia. De acordo com o estudo, 39% dos simplistas afirmam que guardam ou investem dinheiro todo mês.

 

Os realistas, que também representam boa parte da população, querem segurança para o seu dinheiro, mas são abertos à tecnologia. São pessoas que eventualmente buscam contato presencial para tirar dúvidas financeiras mais complexas e não se sentem imediatamente confortáveis com novas experiências digitais, além de terem tendência para acumularem dívidas.

 

Os tradicionalistas são as pessoas que dificilmente adotam novas tecnologias. Por isso, usar o celular para pagar uma conta está fora de cogitação. Elas preferem, por exemplo, imprimir o boleto de uma conta e pagar via computador ou mesmo na agência bancária. Também priorizam falar ao telefone com alguém da instituição do que mandar mensagem ou e-mail. Uma curiosidade é que 81% das pessoas deste grupo guardam ou investem uma parte fixa ou o que for possível todo mês.

 

Os exploradores precisam de contato humano, buscam garantias e se inclinarão para tecnologias com um toque humano. Globalmente, neste grupo, 75% dos consumidores não tomarão nenhuma decisão financeira antes de consultar um especialista ou alguém de sua confiança. Além disso, 44% das pessoas neste perfil não se importam com qual instituição estão lidando. Para este grupo, uma boa relação de confiança vale mais do que preço e taxas de serviços e produtos.

 

E os autônomos, segundo a pesquisa, representam um segmento de elite que quer hiper personalização. São consumidores que gostam de ganhar tempo e utilizar o digital, mas querem uma experiência diferenciada. Por isso, marcam encontros presenciais a depender do tema financeiro que querem tratar. O estudo mostra que elas têm duas vezes mais chances de compartilhar dados com os provedores (em troca de serviços mais personalizados) do que o restante dos grupos.

 

Com o cliente no centro, Open Finance engloba todos os perfis

 

Como dissemos no início do texto, a principal premissa do Open Finance é justamente colocar o cliente no centro. Isso quer dizer que seremos analisados de forma individual em vez de recebermos um rótulo de algum determinado grupo. Pois assim como o sistema financeiro, que está mudando, o perfil e comportamento dos consumidores também está. 


Isso quer dizer que o simplista talvez não seja tão prático assim ou que o tradicionalista talvez queria experimentar uma nova tecnologia. Com a abertura dos dados no Open Finance, as pessoas não serão mais tratadas como grupos, e sim como indivíduos.

Isso porque no sistema aberto, a instituição financeira não vai avaliar, por exemplo, se você possui ou não dívidas. Ela vai analisar quanto você ganha e quanto gasta, os empréstimos que já fez e como ou se os pagou, se possui investimentos, imóveis e outras tantas informações que poderemos compartilhar. Trata-se de uma gama de novas informações que antes não eram acessíveis e que poderão beneficiar de inúmeras formas consumidores de todos os grupos acima, como até mesmo pessoas desbancarizadas.

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